E se a gente parar para pensar sobre a veracidade das nossas lutas?
Tenho percebido e apreciado o quanto as lutas a favor do direitos de todas as minorias, tem aumentado e a internet tem nos ajudado muito sobre alcance . Tem feito muito barulho e muitas situações vem se transformando. Isso é uma vitória de muitas outras que virão.
O assunto que eu quero falar é outro, mas está relacionado.
Venho observando que algumas pessoas estão usando essas lutas de um modo desonesto e ou seletivo.
Mas como assim, Nana?
Posso te dar alguns exemplos:
• Feminismo de internet que mantém uma posição pública de sororidade, acolhimento e a "favor das mulheres" quando na realidade, no cotidiano, são as primeiras pessoas a se revelarem contra a qualquer mulher que pense diferente, na luta de ambas. Sim, existem mulheres, inclusive mulheres pretas, que magoam severamente outra mulher preta, porque ela simplesmente tem outra visão de vida.
O outro exemplo já era de se esperar e ainda serve de alerta:
• Homens que são a favor dos direitos das mulheres, mas compartilham fotos e vídeos de mulheres nuas com seus amigos no WhatsApp, na internet e dizem: -Ah, mas é só uma brincadeira.
Uma brincadeira que é de mau gosto e um belo de um crime. Eles não aceitam e nem querem que sejam com as mulheres que vivem ao seu redor, porque senão "vai ver só" mas as outras são rapidamente um prato cheio para masturbação e ou chacota entre eles. Uma defesa seletiva.
Não caiam nesse papo.
Portanto, que tal sermos honestos e pensarmos no que lutamos?
Dói lutar sozinha, mas continue lutando para ser você, não para ganhar seguidores.
Você é feito de tudo que você não é. Quando você diz que é algo, você está falando de tudo que te construiu e que antes, não era você. Essa frase pode te dar um pouco de estranheza, mas diz muito sobre o que nós somos. Pense comigo.. Quando criança, nós precisamos de um adulto para que nos oriente a viver, a como tratar o outro, a como sobreviver no mundo, a como construir um caráter... e com eles, os adultos que nos orientaram, também foi assim. Somos sempre o pedacinho do outro. Nós fazemos parte do todo. Nós somos o todo. E não adianta nem pensar - egoistamente- que não somos iguais ou que você é o melhor dos melhores, porque em algum momento, tudo cai por terra. A partir do momento que pensarmos como sociedade, como um todo que pode transformar, através da cultura, do conhecimento, de onde veio, dos costumes... além de preservarmos a historia da humanidade, percebemos que mesmo sendo indivíduos distintos em cor, cabelo, raça, idioma... fazemos parte de uma or...
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