Ultimamente, meus textos tem sido tão racionais, que me peguei falando com a janela, poesias enrustidas no meu olhar.
Não lembro de nenhuma, queria poder lembrar e dizer para vocês, mas a sensação ainda está aqui. O que me resta é trazer a mensagem de que tudo precisa e aprecia a pausa.
Aprecie a pausa. Pause. Respeite o pulsar de dentro e o estímulo de fora.
Do lado de fora a vida acontece, a buzina conversa com os nossos caos e sorrisos.
Do lado de fora é está na frente da janela, olhando uma imagem dividida entre céu, sagrado e profano.
A vida acontecendo é sagrada, é a sagração de todas as estações.
Eu seria muito ingênua em consagrar só a primavera, onde daqui dessa janela, de todas as janelas, eu vejo os segundos passarem, transformando um desespero da opressão necessária, para a esperança de sonhos realizarem.
Talvez esteja velejando na proa dessa janela, em fuga para o alto do navio ou simplesmente, para dizer que todo mundo merece ser debruçar numa janela, sentir o que está acontecendo dentro, vendo tudo acontecer do lado de fora.
Pense comigo
E Joanna Famille disse: Eu tô até sem jeito pra começar esse texto, porque pode até parecer, mais uma vez, que eu sou dramática, ou já crescidinha demais pra chamar atenção, mas eu vou falar, pois, chega um momento que a gente cansa e eu quero deixar registrado nessa data, o que estou sentindo. Eu tenho uma amiga que foi para um chá de fralda de uma das irmãs dela e nesse mesmo encontro, o pai dela quis reunir todos os filhos para não perder momentos importantes, afinal ele estava doente. Ela é filha fora do casamento, portanto, ela era meia irmã daqueles irmãos. Lembro que nessa época ela reclamava da convivência com a mãe. A mãe também estava doente só que psicologicamente. Tinha crises de ansiedade, sempre na defensiva, agressiva... As vezes falava coisas que magoavam profundamente e por consequência, ela, Joanna, também adoeceu. Ela foi pra esse chá de fralda, mesmo com todos os percalços, com toda sua aflição e claro com medo de ser julgada por tudo que fazia e falava, ela ch...
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